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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Videodrome: A Síndrome do Vídeo

Videodrome, 1983

Videodrome é o filme mais rebuscado, mais cáustico e excessivo de Cronenberg. O enredo rocambulesco e todas as implicações que o filme traz fazem de Videodrome a obra-prima de juventude de seu autor. James Woods é o diretor de um canal de filmes pornôs, a Civic TV, e dá de encontro com um tipo de filme em que o que se vê na tela (estupros, torturas, agressões) não é encenação, tudo realmente acontece (o que hoje é caracterizado como snuff movie, mas na época não tinha nome). Como que hipnotizado por essas imagens, Max Renn vai ao encontro de Nikki Brand, uma famosa apresentadora de rádio para saber mais sobre elas. Os dois acabam desenvolvendo uma relação de amor e de fascinação por esses vídeos, que vão acabar levando a personagem Nikki a desaparecer. Renn vai então à procura do Dr. Brian O'Blivion (oblivion significa esquecimento), um profeta da televisão que prega que a emissão de raios catódicos leva o homem a um estágio maior de evolução.
Temos um simples quadro dos elementos que se tornariam tão caros a Cronenberg: uma evolução que acaba se tornando em regressão (A Mosca, Rabid, Scanners), uma obsessão logo transformada em vício (Naked Lunch, Crash, M.Butterfly) a as mutações do corpo causadas pelos videodromos, que na verdade revelam ser apenas janelas mentais para emissões imperceptíveis que causam um tumor no cérebro cujo primeiro sintoma é causar alucinações em quem é atingido. Por trás da filosofia moralista que envolve a disseminação do videodromo — que é realmente a única coisa falha no filme —, podemos ver, entretanto, um lado negro da América que surgia: pastores televisivos, nova moralidade das ligas de pais contra a pornografia e os termos de baixo calão, etc.
Mas o que faz a grandeza de Cronenberg é que, pela única vez em sua obra, nos é dada a visão daquele que sofre com o vício. O filme é todo construído a partir do ponto de vista da alucinação, não do que acontece realmente. Daí vermos esguichos de gosma saindo da barriga de James Woods, um vídeo-cassete que é ora inserido ora retirado de uma vulva que nasce em sua barriga, uma fita de vídeo que se transforma em revólver, uma televisão que engole o espectador (como na foto acima). Não sabemos o que realmente acontece e o que é imaginação: tudo para o espectador é dado como se tudo que está na tela realmente estivesse acontecendo (e realmente está, do ponto de vista do personagem).
Videodrome é também uma das primeiras tentativas de dar conta dos efeitos da televisão e da nova cultura do vídeo. O Dr. O'Blivion, por exemplo, é uma pura existência midiática, uma vez que ele só tem vida nas fitas de vídeo que restaram de sua obra. A imagem na telinha é um jogo entre dois grupos extremistas, um que deseja remoralizar o mundo matando todos os depravados e outro que quer transformar a carne do homem em uma nova carne. O lema desse grupo é "Long live the new flesh/Viva a nova carne", e as campanhas de educação à nova carne e aos raios catódicos é realizada em um centro cívico de recuperação de mendigos e de emissões de raios catódicos. Nesse clima brutal de alienação pelo vídeo, a resposta de Cronenberg é a mais brutal já feita em seu cinema.
A última seqüência é uma conversa de Nikki, na televisão, já dada como morta, conversando com Max. Ela explica a ele todas as transformações pelas quais ele passou e fala que vai indicar qual é o próximo caminho. Depois de um breve contracampo para o rosto de Max, vemos a câmara se aproximando aos poucos da tevê, e Max vê a si próprio na telinha, com um revólver na mão, que ele eleva até a têmpora, para por fim atirar. Mais um contracampo mostra Max distanciado, com a mesma aproximação da câmara momentos antes. Tal qual na televisão, ele alça o olhar para frente, fixo no espectador, coloca o revólver na têmpora e repete a operação. Em tempos em que a ciência social começou a se aproximar da televisão como instauradora da realidade (Baudrillard, por exemplo), o cinema deu a sua contribuição mais espetacular e apocalíptica à questão, num claro artifício pavloviano de ação-reflexa. Se a primeira metade do século viu a reprodução em massa e a segunda metade viu a repetição em massa (como Godard já mostrou no curta O Novo Mundo), Videodrome aparece como um filme de exceção, que mostra o presente hiperbolizado para que nós possamos nos reconhecer melhor e para que possamos medir nossos atos mais sensivelmente.
Filme-delírio como poucos realizados até hoje, Videodrome é assustador como poucos, certamente o mais destruidor filme de Cronenberg, sobretudo porque o próprio tema exige grande parte dessa destruição. A desumanização é aterrorizante, as relações se dão todas pelo vídeo. O mundo daqui em diante será oblivion. Videodrome tem irmãos, como Dr. M, de Chabrol, ou Eles Vivem, de Carpenter (esses dois últimos de 89). Mas nenhum soube ser tão pessimista, tão certo de um no future assim. O indivíduo está jogado num vazio de alucinações e nem tem como voltar atrás. A única solução é se matar por um slogan. A cultura do vídeo é fundamentalista, e não há melhor saída para o fundamentalismo que a autofagia.

Fonte: http://www.geocities.com/contracampo/videodrome.html por Ruy Gardiner.

Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Produção: Claude Héroux

Elenco: James Woods (Max Renn) Sonja Smits (Bianca O'Blivion) Debbie Harry (Nicki Brand) Peter Dvorsky (Harlan) entre outros

Formato: RMVB
Áudio: Inglês
Legendas: Português - BR (embutidas)
Duração: 1:29
Tamanho: 289MB (03 partes)
Servidor: Rapidshare

Download:
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Calafrios

Shivers, Canadá (1975)
Num condomínio fechado localizado em uma bela ilha canadense, os turistas estão lentamente cedendo à loucura. Um estranho vírus toma conta de seus corpos, infectando a todos. Os sintomas são incontroláveis: homens e mulheres são acometidos de acessos de violência e desejo. Não há como escapar, nem onde se esconder. Enfim, entregam-se a um comportamento sexual animalesco e bizarro.
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 87 min
Tamanho: 288 MB
Download: Rapidshare

Enraivecida na Fúria do Sexo

Rabid, Canadá (1977)
Garota sofre acidente e sua sua vida é salva em cirurgia experimental, que resulta em uma estranha sede de sangue humano. Durante seus encontros sexuais, ela vampiriza os amantes, que passam a contaminar outras pessoas na cidade.
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 90 min
Tamanho: 372 MB
Download Links:
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- Megaupload

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os Filhos do Medo

The Brood, Canadá (1979)
Frank vive em constante medo. A sua ex-mulher está mentalmente doente e ele tem medo que a sua doença possa ter influência negativa em sua filha de 6 anos e, acima de tudo, teme pela própria vida. Duas crianças deformadas atacam a professora da filha de Frank, levando-o a investigar uma série de homicídios, a sua relação com a ex-mulher, com uma organização de psicoterapia e com o misterioso Dr. Raskin. Quando a ameaça das crianças mutantes começa a chegar perto da sua família, Frank tem de vencer o medo e descobrir a sua verdadeira natureza, antes que ele e sua filha se tornem as próximas vítimas.
Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Formato: rmvb
Legendas: Português/BR (embutidas)
Tamanho: 286 MB
Download:
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Parte1 Parte2 Parte3

Scanners


Scanners, Canadá (1981)
Nascidos de uma experiência num laboratório, os scanners são pessoas com extraordinários poderes telecinéticos e mentais, capazes até mesmo de matar com a força da mente. O filme conta a batalha que se estabelece quando algumas dessas pessoas passam a utilizar seus poderes de maneira destrutiva e eles só podem ser detidos por alguém que tenha os mesmos poderes. Reunidos numa organização clandestina, os scanners preparam a derrubada do governo norte-americano e, a partir daí, a dominação mundial. O governo, para os combater, começa a contratar os seus próprios scanners, se necessário através de lavagens cerebrais e "conversões" forçadas.
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Legendas: Português/BR (embutidas)
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Videodrome

Videodrome, Canadá (1983)
Max Renn (James Woods), o dono de uma pequena emissora de televisão a cabo, capta imagens de uma "snuff", que seriam cenas de pessoas que eram realmente torturadas e mortas. Inicialmente os sinais pareciam vir da Malásia, mas depois descobre-se que eram gerados em Pittsburgh. Gradativamente Max fica sabendo que esta transmissão se chama Videodrome, que na verdade é muito mais que um mórbido show de televisão e sim um experimento que usa as transmissões regulares de televisão para alterar permanentemente as percepções de quem as vê, causando danos no cérebro. Max começa a sofrer efeitos bizarros e alucinógenos destas transmissões, se vendo no meio das forças que criaram e querem controlar o Videodrome. Mas Max descobre que seu corpo pode ser a última arma que poderá usar contra seus inimigos.
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutidas)
Duração: 89 min
Tamanho: 289 MB
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Senha para descompactação:
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