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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Breve história do horror espanhol

Tudo começou com Jesus Franco. O cineasta madrileno foi o responsável pela popularização do gênero na Espanha. Apesar de ser um grande canastrão, Franco produziu e dirigiu filmes de terror razoáveis no começo de sua carreira. Um dos mais famosos é "Gritos en la noche" de 1962, um dos grandes clássicos do gênero na Espanha. Interpretado pelo suíço Howard Vernon, Dr.Orloff foi um dos grandes vilões criados pelo cinema espanhol.  A parceria entre Vernon e Franco voltaria a ocorrer em outras películas, como em "La mano de un hombre muerto", também de 1962.

 "Gritos en la Noche"


Durante a década de 60, muitos filmes europeus de horror tiveram co-produção espanhola, como por exemplo dos italianos Mario Bava, Alberto De Martino e Sergio Martino. Mas não era só de produções baratas e películas insossas que vivia o horror da Espanha. O gênero criava raízes no país ibérico, com grandes atores e cineastas. Além dos citados, Jesus Franco e Howard Vernon, a década de 60 foi o grande debute do ator Paul Naschy. Ele ficou conhecido por suas "inesquecíveis" atuações como "El Hombre Lobo". Em 1968 Naschy estreiou dois filmeu sobre licantropia. Mas só foi em 1971 que o ator ganhou prestigio entre os fãs de horror, com o clássico "La Noche de Walpurgis"

"La Marca del Hombre Lobo"

No fim da década de 60 surgiam dois grandes nomes do cinema espanhol de terror; Narciso Ibáñez Serrador e Amando de Ossorio surgiam respectivamente com "Internato Derradeiro" (1969) e "Malenka" (1969). O primeiro cineasta só seria reconhecido quase uma década depois, com o excelente "¿Quién puede matar a un niño?" (1976). Essa película, por sinal, foi considerada uma das favoritas do cineasta estadunidense Eli Roth, diretor de "O Albergue".
"¿Quién puede matar a un niño?"

Amando de Ossorio será lembrado por ter criado uma das franquias de horror mais divertidas da história. A dos zumbis templários, que atacavam desavisados turistas que ousavam profanar o local de seu descanso eterno. "La noche del terror ciego" foi uma das produções mais bem sucedidas da Espanha durante a década de 70. A película teve mais três continuações, que claro, ficaram aquém da tensa e deliciosa atmosfera criada no primeiro filme. Jesus Franco, anos mais tarde,  dirigiu o péssimo remake, "La mansión de los muertos vivientes".

"La noche del terror ciego"
Além da franquia de Ossorio, outro fenômeno surgia no terror espanhol. O perturbante curta de 35 minutos, "La Cabina" de Antonio Mercero, ganhou prêmios no mundo todo, e até hoje em dia é cultuado na Espanha.

"La Cabina"
 Na década de 70, a Espanha foi tomada, mais uma vez por produções paupérrimas, de qualidade duvidosa e de alto erotismo. Contudo alguns cineastas resgatavam o gênero de forma original, como no caso de Jorge Grau que dirigiu "A Força Sangrenta" (1973). Um ano depois foi para a Itália rodar "Non si deve profanare il sonno dei morti". Na mesma década surgia também o talento de Eloy de la Iglesia, tio de Alex de la Iglesia, um dos principais nomes do horror europeu na atualidade, e do argentino León Klimovsky de "La Rebelión de las Muertas".

"A Força do Diabo"

 Com o sucesso de "O Exorcista" em 1973, a indústria cinematográfica espanhola não pode ficar de fora. Portanto durante esse período foi lançado alguns genêricos sobre possessões demoníacas; "Exorcismo" de Juan Bosch, e protagonizado por Paul Naschy, "La endemoniada" de Amando de Ossorio e "La perversa caricia de Satán" de Georges Gigo são alguns dos filmes com essa temática. Mas o filme sobre rituais satânicos mais famoso do período foi "Escalofrío" (1978) de Carlos Puerto.


"Escalofrío"


Em 1982, o recém falecido cineasta espanhol Juan Piquer Simón rodou "Pieces", um slasher barato com co-produção americana e porto-riquenha. Tal filme foi o mais prestigiado do cineasta, que entre outras pérolas rodou produções como "Los Nuevos extraterrestres" (1983), "Slugs, muerte viscosa" (1988) e "Inferno Submarino" (1990).

"Pieces"

Apesar de algumas bagaceiras, as produções espanholas de terror amadureceram na década de 80. É o caso de "Sem Face" (1987) de Jesus Franco, e "Os Olhos da Cidade São Meus" (1987) de Bigas Luna. Esse último cineasta, por sinal, se consolidaria como um dos principais realizadores da Espanha na década de 90. O perturbador filme sobre pedofilia, "Tras el Cristal" de Agustí Villaronga também foi rodado no mesmo período.
"Os Olhos da Cidade são Meus"
Se nos anos 80 o cinema de horror espanhol amadureceu, foi na década seguinte que o gênero se tornou um símbolo da indústria cinematográfica do país, com produções cultuadas no mundo todo. Em 1994, a série de filmes extremos "Aftermath" de Nacho Cerdà, chocou muitas pessoas pelas cenas realistas de mutilação. Já o citado Alex de la Iglésia promoveria "El dia de la Bestía", divertida comédia de terror, sobre um padre e um metaleiro em busca do filho do tinhoso. "Tesis" de Alejandro Amenábar foi uma crítica ao poder que a mídia exerce sobre as pessoas, principalmente em termos de violência. E a história sobrenatural de "Los sin nombre" (1999) de Jaume Balagueró.

"El dia de la Bestia"


No fim da década de 90 e começo de 2000, prestigiados cineastas se voltaram a Espanha, para realização de projetos de terror; Roman Polanski rodou "O Último Portal" (1999), Stuart Gordon rodou "Dagon" (2001) e o mexicano Guillermo del Toro rodou "A Espinha do Diabo".
"A Espinha do Diabo"

Paco Plaza, diretor de "O Segundo Nome" (2002), e o já citado Jaumé Balanguero de "Frágiles" (2005) uniram-se para realizar um dos grandes filmes de horror da década; "[REC]" (2007). O filme ganhou uma fraca refilmagem estadunidense, além de três sequências, sendo que duas estão em pós-produção.
"[REC]- Genesis"

O desconhecido Juan Carlos Fresnadillo dirigiu a bem sucedita continuação da franquia inglesa "O Extermínio", e em breva vai lançar um novo filme de horror espanhol, protagonizado por Clive Owen. Já Guillermo del Toro investiu em produções e nos talentos da nova safra do cinema de terror espanhol; em "O Orfanato" de Juan Antonio Bayona e "Os Olhos de Julia" de Guillem Morales foram duas das apostas do cineasta e produtor mexicano. É válido ressaltar que o Del Toro foi indicado ao Oscar pela fantasia "O Labirinto do Fauno", premiado filme espanhol, em co-produção com os EUA.


"O Orfanato"
Com esse hitórico de produções memoráveis, o cinema espanhol de terror é um dos mais representativos do mundo ao lados do Japão, Coreia do Sul, Suécia, Itália, França, Inglaterra, e é claro, dos EUA.

Fonte: http://larioscine.blogspot.com.br

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Mas não Livrai-nos do mal

Mais ne nous Délivrez pas du Mal (1971) França

Anne e Lore são duas adolescentes muito próximas que estudam em um colégio católico. Cansadas de todas as regras decidem rebelar-se e adorar Satanás, fazendo uso da mentira e da sedução.



Ficha Técnica

Direção: Joël Séria

Elenco 


  • Bernard Dhéran L'automobiliste / Motorist
  • Catherine Wagener Lore
  • Frédéric Nort Le facteur
  • Gérard Darrieu Émile
  • Henri Poirier Monsieur Fournier


Download:

Tipo de Arquivo: MKV
Tamanho do Arquivo: 1.4 Gb
Legendas: PT-BR
Up-load: Lorde_Velho







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Uma Filha para o Diabo



To the Devil a Daughter (1976) Inglaterra/Alemanha Ocidental


O duelo entre um escritor de livros sobre ciências ocultas e o demônio, com quem a filha de um casal de amigos fez um pacto. A chave do mistério está nos códigos de Astharot, o livro satânico.


Terror produzido pela especialista Hammer, não exibido nos cinemas brasileiros. Teve realização tumultuada, com atores negando-se a interpretar algumas cenas e indecisão dos autores quanto ao desfecho da história. Em Londres, o nervoso Henry Beddows (Elliot) pede ao escritor americano de ciências ocultas, John Verney (Widmark) para tomar custódia de sua filha Catherine, interpretada por Nastassja Kinski, aos 17 anos, estreando no cinema. Motivo: A moça, proveniente da Baviera, está para completar 18 anos e corre o risco de ser sacrificada por uma seita satânica, As Filhas do Senhor, fundada pelo padre Michael Rayner (Lee). Embora duvidando disso, Verney hospeda Catherine em sua casa, chamando sua agente Anne Fountain (Blackman) e seu amante David (Valentine) para ajudá-lo a protegê-la. Enquanto isso, padre Michael chega a Londres e estabelece contato telepático com Catherine a fim de fazê-la possuída pelo Diabo. Verney recorre ao bispo (Francis) que excomungou o padre Michael há vinte anos, mas é tarde demais


Elenco:
Richard Widmark … John Verney
Christopher Lee … Father Michael
Honor Blackman … Anna
Denholm Elliott … Henry Beddows
Michael Goodliffe … George de Grass
Nastassja Kinski … Catherine
Eva Maria Meineke … Eveline de Grass
Anthony Valentine … David
Derek Francis … Bishop
Izabella Telezynska … Margaret
Constantine Gregory … Kollde
Anna Bentinck … Isabel
Irene Prador … German Matron
Brian Wilde … Black Room Attendant
Petra Peters … irmã Helle
William Ridoutt … Airport Porter
Howard Goorney … Critic
Frances de la Tour … Salvation Army Major
Zoe Hendry … 1st. Girl
Lindy Benson … 2nd. Girl
Jo Peters … 3rd. Girl
Bobby Sparrow … 4th. Girl
Ed Devereaux … Reporter
Bill Horsley … Curator
Peter Sykes … Man at airport



Download;

Tempo de Duração: 92 min
Formato: .AVI
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 700 Mb







Uma Filha para o Diabo é o canto do cisne da Hammer, antes de fechar as portas. O prego no caixão daquele que foi o mais importante estúdio de terror durante o final das décadas de 50 e 60, reinventando os monstros da Universal e trazendo sangue, sexualidade e cores para o gênero, e que desde o começo dos anos 70, vinha mostrando perda de força e principalmente de público, em grande parte por se ater a uma narrativa gótica com seus vampiros e criaturas sobrenaturais, que a audiência não queria mais ver nos cinemas.

Tanto que Uma Filha para o Diabo é uma tardia tentativa da Hammer de se equiparar ao crescente anseio dos fãs de terror pelo satanismo, muito impulsionado primeiramente por O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, de 1968, e depois pelo sucesso estrondoso de O Exorcista, de William Friedkin, lançado no ano anterior. Reflexo do final da Era de Aquarius e aquele sentimento desgostoso na boca dos americanos com o fim da geração “paz e amor” e o crescimento do pessimismo pós-guerra do Vietnã, que tentou ser aproveitado pelo estúdio assim como outras modinhas de época, que deram miseravelmente errado (como os filmes de kung-fu no inenarrável A Lenda dos Sete Vampiros, ou de espionagem em Ritos Satânicos de Drácula).
Porém, como tudo que envolvia A Casa do Horror em seus últimos anos, o filme foi cercado de problemas, insatisfação de atores, escolhas de castingde última hora e até revolta do escritor Dennis Wheatley, que escreveu o livro em que o filme se baseia. Após ver o resultado final, o sujeito simplesmente proibiu que qualquer outro livro dele fosse levado às telas pela Hammer, por considerar o filme obsceno e muito longe de sua fonte literária. E olha que quase dez anos antes, a Hammer lançaria talvez seu melhor filme, As Bodas de Satã, também baseado em um livro do autor.
Estão olhando o quê?
Estão olhando o quê?
Entre a penca de problemas envoltos na produção, a Hammer e a EMI, co-produtora do filme, tiveram percalços financeiros e atritos para conseguir chegar a um consenso e selecionar tanto o responsável pela direção do longa, que ficou a cargo de Peter Sykes e para o papel de John Verner (Richard Widmark). A contratação de Windmark fez com que outros atores fossem dispensados, pois seu cachê era muito alto para o orçamento que tinham em mãos, e com isso os atores Michael Goodlife e Anthony Valentine foram escalados de última hora. Junte isso também a polêmica envolvendo duas cenas de nudez, uma de Christopher Lee, feita pelo seu habitual dublê de corpo, e outra o nu frontal da ninfeta Nastassja Kinski, que tinha só 17 aninhos na época. Tudo corria para ser um desastre.
O filme até que tem uma temática interessante e se sustenta por grande parte dos seus 95 minutos, principalmente por conta da caralhada de heresias e blasfêmias colocadas em cena, algo que a audiência clamava desde que Regan McNeil, sob influência de Pazuzu, mandou o moralismo dos filmes de horror às favas, e a magnânima atuação do sempre ótimo Christopher Lee como Michael Rayner, um padre excomungado que resolve se tornar adorador de Astaroth, e de Natassja Kinski como a freirinha Catherine Beddows, que apesar da bata, foi criada desde pequena para ser uma serva do mal e transpira malícia e sensualidade.
O que dá muito errado é exatamente a nêmese do padre Michael, o escritor inglês de livros sobre ocultismo, Verner, que não é um adversário a altura do eterno Drácula, os efeitos especiais bisonhos (como o pequeno bebê demônio, que mais provoca riso que espanto), o roteiro desconexo, as situações atabalhoadas, principalmente do controle mental que o padre Michael tem sobre a jovem Catherine, a direção frouxa de Sykes e o final abrupto e que deixa muito a dever. É um filme ambíguo que tinha tudo para dar certo, e tenho certeza que se fosse lançado na fase áurea da Hammer (vide o próprio fodástico As Bodas de Satã) seria um filmaço.

Círculo de proteção
A trama é que o padre Michael ao abandonar a Igreja há vinte anos, tornou-se um seguidor do chifrudo e começou uma nova ordem satânica no interioria da Bavária, na Alemanha. Os Beddows fizeram um pacto e ofereceram sua filha recém-nascida, Catherine, para que quando florescesse os seus 18 anos, na noite de Todos os Santos, seria usada como receptáculo para trazer o Coisa-Ruim à terra e dominar o mundo. Porém, arrependido, o pai da moçoila, Henry Beddows (Denholm Elliot) resolve voltar atrás e pede ajuda de Verney para manter a menina em segurança e frustrar os planos do padre Michael, com a ajuda de sua agente literária e seu amante. O embate entre dois entendedores das artes ocultas se dará até seu final, mas em uma dinâmica que não chega nem aos pés de Duc de Richeleau (Lee, bonzinho) contra o terrível satanista Mocata (Charles Gray) em As Bodas de Satã. Você vê que não paro de comparar as duas produções, tamanho o abismo entre elas.
Uma curiosidade é que aquele final tosco e do nada não é o final original deUma Filha para o DiaboALERTA DE SPOILER. Pule para o próximo parágrafo ou leia por sua conta e risco. No roteiro original, o padre Rayner se recupera da pedrada que leva (sim, o vilão do filme é detido com uma pedrada!!!) e persegue Verner que acabara de salvar Catherine e levá-la carregada para fora do local onde está para acontecer a missa negra. Ele então é atingido por um relâmpago quando ele cruza o círculo de sangue protetor que fez no chão. Seria “menos pior”.
Vale a pena dar uma conferida em Uma Filha para o Diabo, obviamente. A Hammer não atingiu sua redenção, e teve que encerrar suas atividades, sendo revivida como o próprio Drácula só depois de quarenta anos. Mas apesar da gema em mãos, que foi literalmente jogada fora por um conjunto de fatores internos e externos, poderia ser muito pior. Imagine se o último filme do estúdio tivesse sido o anterior e sofrível A Lenda dos Sete Vampiros? Ainda bem que este aqui foi lançado pelo menos com certo esforço para tentar, pela última vez, fazer dar certo.
Fonte; (101 horror movies)

sábado, 31 de janeiro de 2015

O Caçador de Bruxas

Witchfinder General (1968) Inglaterra

A produção, de 1968, é baseada no poema The Conqueror Worm, de Edgar Alln Poe, e no livro Witchfinder General, de Ronald Bassett. Foi o terceiro e último filme do diretor Michael Reeves, que morreu aos 25 anos. Na história, o fanático religioso Matthew Hopkins (Vincent Price), apelidado de General Caçador de Bruxas, e seu brutal assistente John Stearne (Robert Russell), viajam de cidade em cidade a serviço do bem. O General age como juiz e, em troca de ouro e favores sexuais, obriga as pessoas a confessarem crimes que não cometeram. O nomeado "homem de Deus" mata e tortura inocentes por supostos envolvimentos com bruxaria. O personagem do filme, Matthew Hopkins, foi uma das figuras mais notáveis da Inglaterra do século XVII e entre 1644 e 1646 executou cerca de 230 supostas bruxas. Seus métodos para tirar confissões das vítimas eram cruéis. Um dos testes era o da natação: a mulher tinha mãos e pés amarrados e era arremessada na água. Se flutuasse era considerada culpada, se afundasse, inocente. Isso porque as bruxas tinham renunciado ao batismo e por isso eram rejeitadas pela água. O final de Hopkins é desconhecido mas muitos acreditam que foi executado, sob acusação de praticar bruxaria para conseguir um livro com o nome de todas as bruxas inglesas.


Curiosidades:
O diretor queria que Donald Pleasence (Nosso querido Doutor Loomis, de Halloween-1978) encarnasse Matthew Hopkins, mas a AIP, distribuidora americana e co-financiadora do filme, insistiram em Vincent Price. Michael, de muita má vontade, aceitou.
O compositor da trilha, Paul Ferris, atuou no filme usando o pseudônimo Morris Jar, numa homenagem ao compositor Maurice Jarre. Uma trilha sonora completamente nova foi composta para a edição americana, por Kendall Schmidt.
Robert Russel foi dublado por Bernard Kay.
No primeiro dia de filmagem, Vincent Price caiu do cavalo. O diretor recusou-se a vê-lo, esperando que um raivoso Price ajudasse o ator  a deixar seu personagem mais feroz.

Elenco:
Vincent Price ... Matthew Hopkins
Ian Ogilvy ... Richard Marshall
Rupert Davies ... John Lowes
Hilary Heath ... Sarah Lowes (as Hilary Dwyer)
Robert Russell ... John Stearne
Nicky Henson ... Trooper Robert Swallow
Tony Selby ... Tom Salter
Bernard Kay ... Fisherman
Godfrey James ... Webb
Michael Beint ... Captain Gordon
John Trenaman ... Trooper Harcourt (as John Treneman)
Bill Maxwell ... Trooper Gifford
Paul Ferris ... Paul Clark (as Morris Jar)
Maggie Kimberly ... Elizabeth Clark
Peter Haigh ... Lavenham magistrate 

Dados do Arquivo:
Tamanho: 447 Mb
Formato: RMVB
Qualidade: DVD Rip
Audio: Inglês
Legenda: Português (embutida)

Parte Única

A história de Matthew Hopkins

Matthew Hopkins foi um notável caçador de bruxas inglês do século XVII, apelidado de General Caçador de Bruxas. Suas atividades se desenrolaram durante a Guerra Civil Inglesa. A crueldade impregnada nos atos de Matthew Hopkins gerou várias obras artísticas, tais como livros e filmes.
 Matthew Hopkins nasceu no condado de Suffolk, em ano desconhecido. O mais provável é que tenha nascido em 1620. Seu pai, James Hopkins, era um clérigopuritano. Matthew Hopkins trabalhava como advogado em Manningtree, uma vila próxima a Colchester, onde começou sua carreira de caçador de bruxas, depois de boatos que ouviu sobre mulheres que conversavam com o Diabo.
Matthew se dizia enviado do parlamento inglês em suas caçadas. Para conseguir a confissão de suas vítimas, Matthew e seu sócio John Stearne usavam métodos que convenciam o povo da época. A ausência de dor e sangue, conhecida como Marca do Diabo, era uma prova que Matthew usava em suas descobertas e, aproveitando deste fato, Matthew e John conseguiam, de alguma forma, espetar agulhas em mulheres sem que elas sentissem dor ou sangrassem. O uso de agulhas retráteis é uma hipótese bastante aceita, que já fora utilizada em antigas caçadas a bruxas e também citada no livro Cautio Criminalis.
Calcula-se que Matthew tenha sido o responsável pela morte de aproximadamente 200 mulheres. Matthew Hopkins exigia que seus serviços fossem pagos pelas comunidades onde as descobertas de bruxas ocorriam. Durante este período, Matthew Hopkins foi acusado de fazer parte de uma seita satânica. Seu livro A Descoberta das Bruxas (The Discovery of Witches) foi escrito como uma reação a isto. O livro foi publicado em 1647. Neste ano Matthew também viria a falecer em sua casa, de causas desconhecidas.
Capa do livro publicado por Matthew Hopkins, que instruia os cidadãos a identificar bruxas



Fonte;http://pt.wikipedia.org/wiki/Matthew_Hopkins

Filme completo e legendado no Youtube

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Corcunda do Necrotério


El jorobado de la Morgue (1973) Espanha

Wolfgang Gotho é um corcunda que trabalha como encarregado da funerária. Vive marginalizado por todos, exceto por Frieda, uma jovem que é sua única amiga e de quem Gotho esta apaixonado. Mas um dia ela morre e Gotho rouba o corpo para levar a uns cientistas que estudam como devolver a vida aos mortos. Iludido com a promesa de que a vida da jovem seria restaurada o corcunda passa a servi-los e ajudá-los a mudar o laboratório para o interior das catacumbas. Depois que o corpo da jovem é dissolvido em ácido Gotho passa a fornecer partes de cadáveres para a experiência de recriação de uma forma de vida artificial . Quando a criatura começa a se desenvolver o único cientista a continuar no projeto convence Gotho a capturar mulheres jovens para alimentar a criatura . Assassinatos se sucedem e Gotho passa a ser o principal suspeito da polícia local .
Livremente adaptado do site Cine Fantástico


Crítica

Protagonizado por Paul Naschy (1934-2009) e dirigido por Javier Aguirre , El jorobado de la Morgue (O Corcunda do Necrotério) é uma produção espanhola de 1973 que mistura romance e terror para contar a história de Gotho , um corcunda solitário e romântico que passa a matar e a roubar partes de cadáveres na esperança de reviver uma jovem a quem ele nutria uma paixão platônica . Segundo o site Cine Fantástico El jorobado de la Morgue estava entre os filmes preferidos de Naschy . De fato a ambientação gótica e o roteiro inspirado nas obras de Mary Shelley e Lovecraft ajudaram bastante na promoção de um filme que tinha no orçamento sua principal limitação . Pela interpretação do corcunda, Paul Naschy recebeu o Méliès no Festival de Cinema Fantástico de Paris . A legenda foi traduzida para pt.Br pelo nosso amigo e colaborador phalvares . O filme é inédito no Brasil . Boa Sessão de Cinema .
Tatuador

ELENCO
Paul Naschy ... Gotho
Rosanna Yanni ...Elke
Víctor Alcázar ...Tauchner
María Elena Arpón ... Ilse
Manuel de Blas ... Police inspector
Antonio Pica ... Police inspector
Kino Pueyo ... Hans
Ángel Menéndez ... The Commisoner
Fernando Sotuela... Hugo


Ficha Técnica :
Título Original: El jorobado de la Morgue
País de Origem: Espanha
Gênero: Terror
Direção : Javier Aguirre
Tempo de Duração: 87 minutos
Ano de Lançamento: 1973
Áudio : espanhol
Legenda pt.Br : phalvares

Download; http://www.megaupload.com/?d=DJNI6GU0

Legenda

Mais uma vez todos os creditos e agradecimentos especiais ao blog Cine Dark Side II, que foi a fonte lançou mais essa pérola do Paul “El Lobo” Naschy.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dracula Contra Frankenstein


Dracula, Prisoner of Frankenstein (1972) Espanha/França

Dracula (Howard Vernon) mata mais uma vítima inocente e o Dr. Seward (Alberto Dalbes) decide que é hora de limpá-lo da face da terra. Armado com um martelo e uma estaca de madeira ele chega ao castelo do conde Drácula e elimina o vampiro. No dia seguinte , entretanto, o Dr. Frankenstein (Dennis Price) chega com seu assistente, Morpho (Luis Barboo), e uma grande caixa contendo o monstro ( Fernando Bilbao). Utilizando o sangue de uma cantora de cabaré (Josyane Gibert), que foi raptada por sua criação , o médico traz Drácula à vida e o usa para seus próprios fins. O Conde e uma fêmea vampiro (Britt Nichols) continuam a aterrorizar a cidade . Mais uma vez o Dr. Seward parte para o castelo de Drácula. Infelizmente ele é atacado pelo monstro de Frankenstein e deixado para morrer . Amira, uma cigana (Genevieve Robert), salva sua vida e convoca um lobisomem (Brandy) para travar uma batalha com as forças do mal.
Adaptado de Draculand.blogspot.com

Critica

Dracula Contra Frankenstein (1971) é uma curiosa e confusa incursão do diretor Jesus Franco ao chamado Terror Clássico . Ao contrário de Conde Drácula (1970) , onde Franco se manteve fiel ao texto original , seu segundo filme é uma livre adaptação dos personagens Clássicos da Universal . Sua idéia de juntar em um mesmo filme o Conde Drácula , o Dr. Frankenstein e sua criatura e o Lobisomen não foi original . A própria Universal realizou filmes "mix" na década de 40 . A lendária Hammer também seguiu pelo mesmo caminho na década de 50 do século passado. Dracula Contra Frankenstein (1971) é a versão de Jesus Franco para estes filmes . O filme porém se ressente de um bom roteiro e isso acaba explicando o final confuso e abrupto . Mas para nós , admiradores de Jesus Franco , este e outros "deslizes" não comprometem o prazer de assistir o filme que tem a tradicional assinatura de Franco em cada sequência filmada . Apesar de contar com belas atrizes o filme passa longe do erotismo que consagrou o diretor em outras produções . Dracula Contra Frankenstein não está entre os melhores filmes do diretor mas certamente é obrigatório para os fãs . A legenda foi traduzida para pt.Br pelo amigo e Colaborador Cláudio Gameiro . Boa Sessão de Cinema !
Tatuador

ELENCO
Dennis Price,
Bruno Nicolai,
Howard Vernon,
Anne Libert,
Brit Nichols


Ficha Técnica :
Título Original: Dracula Contra Frankenstein
País de Origem: Espanha
Gênero: Terror
Direção : Jesus Franco
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento: 1971
Legenda Pt .Br : Cláudio Gameiro


Download; http://www.megaupload.com/?d=PAI5OBLY


Legenda; http://www.4shared.com/document/8YUjZIFM/Dracula_Contra_Frankenstein__1.html


Agradecimentos especiais ao blog Cine Dark Side II, que foi a fonte lançou essa pérola do cinema.

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