segunda-feira, 25 de maio de 2015

9 filmes antigos que são muito mais macabros que os filmes de terror de hoje.

Matéria bacana do site Ovelhas Voadoras sobre alguns já conhecidos filmes dos primórdios do cinema fantástico que resolvi divulgar na integra aqui!!!!


Não se engane por histórias do século 19 como a de quando uma plateia entrou em pânico no cinema pensando que um trem que vinha em direção à tela ia passar por cima deles. Os primeiros passos do cinema podem sim ficar bem bizarros e macabros, passando por cima até de filmes de terror da atualidade. Veremos 9 filmes muito antigos que tem uma essência macabra.

1) A execução de Mary Stuart (1895)


Tá vendo o gif? É o filme inteiro. Esse é o filme e mais nada. Mas dá um desconto: em 1895 as pessoas ficavam maravilhadas com qualquer coisa que fosse projetada em um lençol branco. Mas enquanto praticamente todos os diretores de cinema escolhiam filmar a rua aleatoriamente nessa época, Thomas Edison foi visionário e queria gravar alguém sendo morto. Finja que você não percebe quando a cena corta e um manequim vai pro lugar da atriz. O cara era visionário, poxa.


Esse da foto é o que fez o filme. Ele contratou um diretor, alguns atores, e recriou a decapitação de Mary Stuart que ocorreu em 1587, e mostrando a cabeça caindo no chão. Tipo, até o Game of Thrones cortou uma cena de decapitação na hora que o negócio vai arrancar a cabeça, e estamos falando de um filme de 1800 e cacetada. É impressionante que ele tenha optado por usar um dos primeiros truques da história do cinema (se não o primeiro) ao invés de matar a atriz: esse cara matava animais publicamente pra vender suas invenções. Mas vamos pra filmes realmente macabros agora.

2) L'Inferno (1911)



Esse filme é uma adaptação da Divina Comédia, e foi o primeiro longa metragem italiano, e já contava com, hm, efeitos especiais avançados pra época, como esse truque do cara vestir uma roupa toda preta pra parecer que tá só a cabeça. A maioria dele se passa no inferno, e é bem chocante se formos pensar no senso comum de 1911 (um homem decapitado segurando a própria cabeça e pessoas sendo torturadas enquanto estão só com a cabeça pra fora da terra, imagine isso nessa época).




Ou então demônios batendo em um monte de gente pelada:



Mas nenhuma dessas cenas é comparada a do diabo comendo um homem vivo:





gotôso 

3) O homem que ri (1928):



Alguns filmes gostam de guardas suas cenas mais chocantes pro final. Não é o caso do "Homem que ri". A primeira cena é um homem sendo sentenciado à morte e colocado em uma dama de ferro (um metaleiro agora aponta EM INGLÊS É IRON MAIDEN E A BANDA TIROU O NOME DAÍ. Legal, metaleiro. Vai tomar banho). Logo depois, o filho desse cara passa por uma cirurgia forçada onde um sorriso permanente é colocado em seu rosto. Ah, é claro que você vai perceber: o personagem Coringa foi baseado nesse cara aí.





A intenção era que o público simpatizasse com o cara, mas é difícil com ele fazendo esse sorriso macabro o filme inteiro. A história é bostinha, mas puta cara macabro.




4) A page of madness (1926)



"A page of madness" é um filme experimental de 1926 co-escrito por um futuro ganhador do prêmio Nobel, Yasunari Kawabata, sobre um jardineiro que vê sua mulher ser internada em um hospício após tentar matar a filha deles. Esse filme foi considerado perdido por 45 anos, até que acharam sei lá onde, e agora podemos admirar seu final macabro, onde o jardineiro percebe que sua mulher ficará louca pra sempre, fica meio doido também, e começa a dar essas máscaras felizes e macabras pra todos os pacientes do hospício.





Depois que um dos pacientes, empolgado com o presente, começa a dançar, os outros logo seguem na mesma vibe, e como o filme é mudo, você que inventa a música que está tocando na cabeça deles. Eu acho que eles estão imaginando o som de crianças sendo torturadas.





Talvez seja esse o motivo de Hollywood ter banido o som em filmes até 1927

5) O vendedor de amendoim (1933)



Esse filme serve como lembrete de que o mundo era totalmente outro antes da segunda guerra mundial, onde os pais deixavam os filhos verem uma espécie de Slenderman alegre cantar e dançar com uma roupa barata de Halloween. O protagonista dessa porcaria é um macaco que vende amendoim macabro cantando Jazz.


O diretor Len Lye disse que baseou os movimentos do macaco em sua mulher dançarina de rumba. Se isso for verdade, o filme é um pedido de socorro secreto pra que exorcistas aparecessem em sua casa e exorcizassem sua esposa.







Que porra é essa

6) Belphegor (1927)



Embora tenha o mesmo nome de um príncipe do inferno e de uma banda horrível de metal, Belphegor é um filme calminho sobre um ladrão que usa uma fantasia pra assombrar o Louvre e facilitar seus roubos. É basicamente uma versão de 1920 do Scooby-Doo pela visão do ladrão, dirigido por Darren Aronofsky.

Em certo momento, o ladrão tenta assustar o detetive que está investigando o caso, com sua fantasia macabra, mas o cara é durão.



A fantasia falha e o nosso ladrão tem que recorrer à outra estratégia: ele enche uma sala com um gás alucinógeno, e o detetive fica doidão





A última cena do filme mostra os policiais pegando o cara e tirando a máscara dele. Mas como você pode ver no gif a seguir, as respostas são inconclusivas.



7) II Caso Valdemar (1936)



Baseado em uma história do Edgar Allan Poe, esse curta de 1936 mostra um cara que quer descobrir o que acontece se uma pessoa prestes a morrer é hipnotizada. Ele então convence seu amigo Valdemar, que está morrendo de tuberculose, a participar do experimento. Com poucas horas de vida restando, segundo os médicos, Valdemar é colocado em um estado de semi-consciência, e consegue responder perguntas.



Satisfeito com os resultados do experimento, ele então se empolga e tenta trazer Valdemar de volta ao mundo dos vivos por meio da hipnose. Mas como o filme da Itália, o país que nos deu Holocausto Canibal e o satã ali em cima mastigando um ser humano vivo, assim que Valdemar quase morto entra no estado de hipnose, o processo de morte acelera incrivelmente e o rosto dele derrete em um processo aparentemente muito doloroso.







Coitado do Valdemar.

8) Ah! La Barbe! (1906)



Logo depois da invenção do cinema, os criadores de filmes começaram a perceber que as pessoas queriam muito mais obras sobre mundos malucos de fantasia que tirassem elas de suas vidas chatas do que filmes mostrando suas vidas chatas. É por isso que o nosso protagonista come um pote de creme de barbear e começa a ver um monte de merda. A curiosidade aqui é que era bem comum se drogar com creme de barbear, já que na sua composição tinha umas coisas bem doidas.





Conforme ele vai tentando se barbear loucão, uma série de cabeças macabras começa a aparecer no espelho, como essa porra no gif a seguir chacoalhando a língua:



Do nada, ele perde a linha e quebra o espelho. Então o filme acaba. Belo roteiro.



Toma na sua cara, cuzão.

9) Au Secours! (1924)



Em 1924, Abel Gance (que já fez um filme sobre a primeira guerra mundial com cenas que ele filmou em batalha, já que foi um soldado) fez essa coisa macabra que era pra ser uma comédia. Esse filme é resultado de uma aposta dele com o diretor Max Linder, que disse não acreditar que ele conseguiria filmar algo em 3 dias. O que ele fez? Colocou o próprio Linder como protagonista de um filme onde um cara é perseguido por vários bichos doidos em uma mansão mal-assombrada.

Então, como uma produção de 3 dias convence o público de que a mansão é de fato mal-assombrada? Regra 1: cobras em todo o lugar.







Regra 2: Máscaras aparecendo aleatoriamente em um fundo preto com fumaça.







Pronto, tá aí sua casa mal-assombrada. Tem até um macaco mal-assombrado. Bom, mas vamos dar contexto. Na história do filme, o personagem do Linder também faz uma aposta, mas dessa vez ele tem que ficar 1 hora dentro de uma casa mal-assombrada. Depois das cobras e das máscaras, ele está confiante de que ganhará a aposta, mas aí ele recebe uma ligação de sua namorada, dizendo que um cara deformado invadiu a casa dela e quer estuprá-la.





Linder então sai da casa, perde a aposta e vai salvar a mina. Quando ele chega lá, ela está de boas, e depois descobrimos que todos os monstros da casa são atores contratados pra fazer ele perder a aposta. Menos o cara desfigurado estuprador. O filme simplesmente não explica essa porra.

Fonte: http://www.ovelhasvoadoras.com.br/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Última Esperança da Terra (Dublado)


The Omega Man (1971) EUA

A Última Esperança da Terraé um filme é dirigido por Boris Sagal, baseado no livro I Am Legend, de Richard Matheson de 1954.

O mundo trava uma guerra com armas biológicas e parece próximo da aniquilação. O médico Robert Neville (Charlton Heston), que havia tomado uma vacina experimental, é o único sobrevivente. Pelo menos na forma humana que sempre se conheceu, uma vez que a praga biológica matou a todos mas manteve vivas algumas centenas de pessoas completamente deformadas. Estas creem que a ciência e tecnologia do homem foram responsáveis pela guerra e agora querem punir o único homem que sobrou.

Heston interpreta o papel de forma brilhante, embora não seja nada muito diferente do que já o temos visto fazer nos filmes anteriores do final dos anos 60 e início dos anos 70, como em Planetados Macacos e No Mundo de 2020  é definitivamente Heston no auge da sua carreira.

Download

Formato: MP4
Áudio: Português/BR
Duração: 1:43
Tamanho: 667 MB
Servidor: Mega


Senha: wurdulaks.blogspot.com


O Livro (publicação Nacional)

A Última Esperança da Terra ​​é a segunda adaptação do romance de Matheson, sendo a primeira The Last Man on Earth (1964), estrelado por Vincent PriceA terceira adaptação, foi o péssimo  Eu Sou a Lenda , estrelado por Will Smith ,que foi lançado em 2007.
O filme difere se do livro (e do filme anterior) de várias maneiras.No livro a causa do desaparecimento da humanidade é uma praga que se espalhou por vírus, transformando a humanidade em criaturas vampirescas, enquanto que nesta versão uma guerra biológica é a causa da praga que mata a maioria da população e transforma a maior parte do resto em noturnos albinos-mutantes. 



quarta-feira, 20 de maio de 2015

O FANTASMA DA RUA MORGUE **Relançamento Exclusivo**


Phantom of the Rue Morgue (1954) EUA


Depois que diversas mulheres são assassinadas o inspetor Bonnard aponta diversos suspeitos, mas logo torna-se evidente que é algo bem mais forte e mais mortal do que qualquer homem normal. Baseado em Edgar Allan Poe.

Comentários;
Essa e a segunda versão que o cinema realiza desse famoso conto de Edgar Allan Poe. O primeiro foi "Murders in the Rue Morgue" de 1932 produzido pela Universal com o então grande astro do horror Bela Lugosi. Essa versão e uma produção da Warner que tenta repetir o sucesso do então excelente "House of Wax" de 1953 com Vincent Price, sendo ambos lançados em versões 3D nos cinemas. Infelizmente este não tem a mesma qualidade, mais isso não o torna um filme ruim, mais sim mal dirigido, pois o roteiro tem suas qualidades eu particularmente gostei muito quando o assisti há algum tempo atrás e por isso acho que vale a pena conferir e as atuações de Karl Malden e Claude Dauphin estão impagáveis, considero uma das melhores adaptações de um conto de Poe, antes da era Corman/Poe, recomendo a todos e boa diversão. Nota Pessoal; 6,5

Elenco:
Karl Malden
Dr. Marais
Rico Alaniz
Policial
Patricia Medina
Jeanette
Allyn Ann McLerie
Yvonne
Steve Forrest
Prof. Paul Dupin
Anthony Caruso
Jacques the One-Eyed
Claude Dauphin
Insp. Bonnard
Rolfe Sedan
LeBon
Marie Blake
Marie
Paul Richards
Rene, o atirador de facas
Veola Vonn
Arlette
Dolores Dorn
Camille
Merv Griffin
Georges Brevert
Nan Boardman
Mãe de Camille
Baynes Barron
Gerente do Circo
Richard Avonde
Vendedor
Joan Blair
Inquilina
Ficha Técnica;
Gênero:
Mistério, Terror, Crime
Direção:
Roy Del Ruth
Roteiro:
James R. Webb, Harold Medford
Produção:
Henry Blanke
Música Original:
David Buttolph
Fotografia:
J. Peverell Marley
Edição:
James Moore
Direção de Arte:
Bernard Tuttle
Guarda-Roupa:
Moss Mabry
Maquiagem:
Gordon Bau
Efeitos Sonoros:
Stanley Jones
Download; Formato : AVI
Fonte : TVRip Rip e Up-Load; Mike "Brainiac"
Tamanho: 296 mb
Duração: 84 min.
Servidor : Megaupload
Links :


Legendas Pt-Br embutidas

Os Assassinatos da Rua Morgue

The Murders in the Rue Morgue (Os Assassinatos da Rua Morgue, no Brasil) é um conto escrito por Edgar Allan Poe e que foi publicado pela primeira vez na Graham's Magazine, em abril de 1841.
Conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso e, usando sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério.
O detetive Dupin é considerado o precursor de Sherlock Holmes. Os métodos de investigação são semelhantes ao do detetive inglês e, as histórias policiais em que aparece, encontram-se no período da gênese da literatura policial internacional.
Apesar dessas qualidades, Dupin é pouco conhecido pois seu criador escreveu apenas três contos com ele (a obra completa de Poe é pequena em razão da sua morte precoce, ao 40 anos, além de mais identificada com contos de terror e suspense, outra criação literária do genial autor estadunidense).
Além de Os Assassinatos da Rua Morgue, Dupin aparece nos seguintes contos:
  • The Mystery of Marie Roget (1842)
  • The Purloined Letter (1844)

Adaptações

Filmes
Os títulos em português se referem aos nomes que tais adaptações receberam no Brasil.
  • O Crime da Rua Morgue (Murders in the Rue Morgue), de 1932 dirigido por Robert Florey e estrelado por Bela Lugosi, Leon Ames, Sidney Fox e Arlene Francis.
  • O Fantasma da Rua Morgue (Phantom of the Rue Morgue), de 1954 dirigido por Roy Del Ruth e estrelado por Karl Malden e Patricia Medina.
  • Assassinatos na Rua Morgue (The Murders in the Rue Morgue), de 1971, dirigido por Gordon Hessler e estrelado por Jason Robards; Christine Kaufmann; Herbert Lom; Adolfo Celi; Michael Dunn; Lilli Palmer. Também já chegou a ser lançado no Brasil (com o selo DIF) sob o título Crimes Hediondos Da Rua Morgue.
  • Os Assassinos da Rua Morgue (The Murders in the Rue Morgue), filme para a televisão de 1986, dirigido por Jeannot Szwarc e estrelado George C. Scott, Rebecca de Mornay, Ian McShane e Val Kilmer.
Música
  • Murders in the Rue Morgue é também uma canção do Iron Maiden, inspirada no conto de Poe, e e que aparece no segundo álbum do grupo, Killers.
  • A música "Little Disfunk You" do grupo sueco de pop-rock The Ark contém a passagem "I'll be the murder on Rue Morgue you're trying to solve" em uma clara alusão ao conto.

Outras Histórias Inspiradas Pelo Conto

  • Os Novos Assassinatos Da Rua Morgue. De Clive Barker.
  • Na mini-série em quadrinhos A Liga Dos Cavalheiros Extraordinários, é sugerido que o Mr. Hyde foi a fera responsável pelos crimes quando ele foi pego na famigerada rua anos depois por Mina Harker e Allan Quartermain.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Uma Filha para o Diabo



To the Devil a Daughter (1976) Inglaterra/Alemanha Ocidental


O duelo entre um escritor de livros sobre ciências ocultas e o demônio, com quem a filha de um casal de amigos fez um pacto. A chave do mistério está nos códigos de Astharot, o livro satânico.


Terror produzido pela especialista Hammer, não exibido nos cinemas brasileiros. Teve realização tumultuada, com atores negando-se a interpretar algumas cenas e indecisão dos autores quanto ao desfecho da história. Em Londres, o nervoso Henry Beddows (Elliot) pede ao escritor americano de ciências ocultas, John Verney (Widmark) para tomar custódia de sua filha Catherine, interpretada por Nastassja Kinski, aos 17 anos, estreando no cinema. Motivo: A moça, proveniente da Baviera, está para completar 18 anos e corre o risco de ser sacrificada por uma seita satânica, As Filhas do Senhor, fundada pelo padre Michael Rayner (Lee). Embora duvidando disso, Verney hospeda Catherine em sua casa, chamando sua agente Anne Fountain (Blackman) e seu amante David (Valentine) para ajudá-lo a protegê-la. Enquanto isso, padre Michael chega a Londres e estabelece contato telepático com Catherine a fim de fazê-la possuída pelo Diabo. Verney recorre ao bispo (Francis) que excomungou o padre Michael há vinte anos, mas é tarde demais


Elenco:
Richard Widmark … John Verney
Christopher Lee … Father Michael
Honor Blackman … Anna
Denholm Elliott … Henry Beddows
Michael Goodliffe … George de Grass
Nastassja Kinski … Catherine
Eva Maria Meineke … Eveline de Grass
Anthony Valentine … David
Derek Francis … Bishop
Izabella Telezynska … Margaret
Constantine Gregory … Kollde
Anna Bentinck … Isabel
Irene Prador … German Matron
Brian Wilde … Black Room Attendant
Petra Peters … irmã Helle
William Ridoutt … Airport Porter
Howard Goorney … Critic
Frances de la Tour … Salvation Army Major
Zoe Hendry … 1st. Girl
Lindy Benson … 2nd. Girl
Jo Peters … 3rd. Girl
Bobby Sparrow … 4th. Girl
Ed Devereaux … Reporter
Bill Horsley … Curator
Peter Sykes … Man at airport



Download;

Tempo de Duração: 92 min
Formato: .AVI
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 700 Mb







Uma Filha para o Diabo é o canto do cisne da Hammer, antes de fechar as portas. O prego no caixão daquele que foi o mais importante estúdio de terror durante o final das décadas de 50 e 60, reinventando os monstros da Universal e trazendo sangue, sexualidade e cores para o gênero, e que desde o começo dos anos 70, vinha mostrando perda de força e principalmente de público, em grande parte por se ater a uma narrativa gótica com seus vampiros e criaturas sobrenaturais, que a audiência não queria mais ver nos cinemas.

Tanto que Uma Filha para o Diabo é uma tardia tentativa da Hammer de se equiparar ao crescente anseio dos fãs de terror pelo satanismo, muito impulsionado primeiramente por O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, de 1968, e depois pelo sucesso estrondoso de O Exorcista, de William Friedkin, lançado no ano anterior. Reflexo do final da Era de Aquarius e aquele sentimento desgostoso na boca dos americanos com o fim da geração “paz e amor” e o crescimento do pessimismo pós-guerra do Vietnã, que tentou ser aproveitado pelo estúdio assim como outras modinhas de época, que deram miseravelmente errado (como os filmes de kung-fu no inenarrável A Lenda dos Sete Vampiros, ou de espionagem em Ritos Satânicos de Drácula).
Porém, como tudo que envolvia A Casa do Horror em seus últimos anos, o filme foi cercado de problemas, insatisfação de atores, escolhas de castingde última hora e até revolta do escritor Dennis Wheatley, que escreveu o livro em que o filme se baseia. Após ver o resultado final, o sujeito simplesmente proibiu que qualquer outro livro dele fosse levado às telas pela Hammer, por considerar o filme obsceno e muito longe de sua fonte literária. E olha que quase dez anos antes, a Hammer lançaria talvez seu melhor filme, As Bodas de Satã, também baseado em um livro do autor.
Estão olhando o quê?
Estão olhando o quê?
Entre a penca de problemas envoltos na produção, a Hammer e a EMI, co-produtora do filme, tiveram percalços financeiros e atritos para conseguir chegar a um consenso e selecionar tanto o responsável pela direção do longa, que ficou a cargo de Peter Sykes e para o papel de John Verner (Richard Widmark). A contratação de Windmark fez com que outros atores fossem dispensados, pois seu cachê era muito alto para o orçamento que tinham em mãos, e com isso os atores Michael Goodlife e Anthony Valentine foram escalados de última hora. Junte isso também a polêmica envolvendo duas cenas de nudez, uma de Christopher Lee, feita pelo seu habitual dublê de corpo, e outra o nu frontal da ninfeta Nastassja Kinski, que tinha só 17 aninhos na época. Tudo corria para ser um desastre.
O filme até que tem uma temática interessante e se sustenta por grande parte dos seus 95 minutos, principalmente por conta da caralhada de heresias e blasfêmias colocadas em cena, algo que a audiência clamava desde que Regan McNeil, sob influência de Pazuzu, mandou o moralismo dos filmes de horror às favas, e a magnânima atuação do sempre ótimo Christopher Lee como Michael Rayner, um padre excomungado que resolve se tornar adorador de Astaroth, e de Natassja Kinski como a freirinha Catherine Beddows, que apesar da bata, foi criada desde pequena para ser uma serva do mal e transpira malícia e sensualidade.
O que dá muito errado é exatamente a nêmese do padre Michael, o escritor inglês de livros sobre ocultismo, Verner, que não é um adversário a altura do eterno Drácula, os efeitos especiais bisonhos (como o pequeno bebê demônio, que mais provoca riso que espanto), o roteiro desconexo, as situações atabalhoadas, principalmente do controle mental que o padre Michael tem sobre a jovem Catherine, a direção frouxa de Sykes e o final abrupto e que deixa muito a dever. É um filme ambíguo que tinha tudo para dar certo, e tenho certeza que se fosse lançado na fase áurea da Hammer (vide o próprio fodástico As Bodas de Satã) seria um filmaço.

Círculo de proteção
A trama é que o padre Michael ao abandonar a Igreja há vinte anos, tornou-se um seguidor do chifrudo e começou uma nova ordem satânica no interioria da Bavária, na Alemanha. Os Beddows fizeram um pacto e ofereceram sua filha recém-nascida, Catherine, para que quando florescesse os seus 18 anos, na noite de Todos os Santos, seria usada como receptáculo para trazer o Coisa-Ruim à terra e dominar o mundo. Porém, arrependido, o pai da moçoila, Henry Beddows (Denholm Elliot) resolve voltar atrás e pede ajuda de Verney para manter a menina em segurança e frustrar os planos do padre Michael, com a ajuda de sua agente literária e seu amante. O embate entre dois entendedores das artes ocultas se dará até seu final, mas em uma dinâmica que não chega nem aos pés de Duc de Richeleau (Lee, bonzinho) contra o terrível satanista Mocata (Charles Gray) em As Bodas de Satã. Você vê que não paro de comparar as duas produções, tamanho o abismo entre elas.
Uma curiosidade é que aquele final tosco e do nada não é o final original deUma Filha para o DiaboALERTA DE SPOILER. Pule para o próximo parágrafo ou leia por sua conta e risco. No roteiro original, o padre Rayner se recupera da pedrada que leva (sim, o vilão do filme é detido com uma pedrada!!!) e persegue Verner que acabara de salvar Catherine e levá-la carregada para fora do local onde está para acontecer a missa negra. Ele então é atingido por um relâmpago quando ele cruza o círculo de sangue protetor que fez no chão. Seria “menos pior”.
Vale a pena dar uma conferida em Uma Filha para o Diabo, obviamente. A Hammer não atingiu sua redenção, e teve que encerrar suas atividades, sendo revivida como o próprio Drácula só depois de quarenta anos. Mas apesar da gema em mãos, que foi literalmente jogada fora por um conjunto de fatores internos e externos, poderia ser muito pior. Imagine se o último filme do estúdio tivesse sido o anterior e sofrível A Lenda dos Sete Vampiros? Ainda bem que este aqui foi lançado pelo menos com certo esforço para tentar, pela última vez, fazer dar certo.
Fonte; (101 horror movies)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A Múmia Azteca **Relançamento Exclusivo**

La Momia Azteca (1957) México

A versão mexicana mais famosa para um dos monstros clássicos é formada por uma trilogia, da qual La Momia Azteca é somente o primeiro capítulo. Seguindo uma linha bastante diferente do que era feito na época, este "classic trash" não se preocupa nem um pouco em jogar a múmia rapidamente dentro da história. Durante a maior parte do filme, quem manda em cena é um cientista obstinado (Ramón Gay) que deseja provar sua teoria sobre hipnose e vidas passadas. Sua namorada (Rosa Arenas) se oferece para participar da sua experiência, trazendo à tona recordações de um templo azteca onde um guerreiro foi punido e mumificado. Enxergar a múmia satisfatoriamente dentro do breu das catacumbas é praticamente impossível. O elenco em si faz um bom trabalho para uma obra desta estirpe, que infelizmente sofre com os vícios mais comuns dos filmes de monstro medianos (a ausência de lógica espacial e o final apressado são os aspectos mais notórios neste caso). A trilha sonora é boa e constrói um bom clima, e o personagem medroso é relativamente engraçado.



Duração: 80 min.
Gênero: Terror
Diretor: Rafael Portillo (La Maldición de la Momia Azteca, La Momia Azteca contra el Robot Humano)
Trilha Sonora: Antonio Díaz Conde
Elenco: Ramón Gay, Rosa Arenas, Jorge Mondragón, Crox Alvarado, Luis Aceves Castañeda, Arturo Martínez, Emma Roldán, Julián de Meriche, Salvador Lozano, Jaime González Quiñones, Ángel Di Stefani, Jesús Murcielago Velázquez, Enrique Yáñez, Guillermo Hernández

Fonte do Texto; Blog TV a Lenha


Formato: Avi
Áudio: Espanhol Legendas: Português/BR (Embutidas)
Duração: 80 min.
Tamanho: 687 MB
Dividido em 07 partes
Up-Load; Mike “Brainiac”
Legenda Tradução: Arthur Coelho

Download Mega;

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

**Relançamentos: A Múmia Azteca & A Maldição da Múmia Azteca**

EM BREVE
Relançaremos aqui a versão mexicana mais famosa para um dos monstros clássicos é formada por uma trilogia, da qual La Momia Azteca é somente o primeiro capítulo, seguido pela La maldición de la Momia Azteca e finalizada com La Momia Azteca contra el Robot Humano, este terceiro lançado no nosso blog parceiro Cine Space Monster e pode já ser baixado no link http://cinespacemonster.blogspot.com.br/2014/12/la-momia-azteca-contra-el-robot-humano.html


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